A Bajulacao << voltar
autor: Emmanuel publicação: 17/07/1998
artigo: A Bajulacao

Bajularmos seria extravasarmos entonações, muitas vezes inverídicas, ápodes de uma conceituação certa e verdadeira.

Bajularmos seria nos tornarmos coniventes com as envergaduras em necessidade de ostentação e privilégios a serem requisitados e abraçados.

Bajularmos alguém seria, talvez, ambicionarmos um algo mais a nos ser fornecido em algum tempo, em algum instante.

A bajulação é um endereçamento inverídico e próprio das almas ínfimas e que se envolvem em distúrbios íntimos e especulativos. Na verdade, o bajular é o estreito aditamento às nossas personalidades, com verdadeiros intuitos de abastecimentos proveitosos e sem uma real veracidade.

Bajulação é sinônimo de falsa cortesia, de epidemia íntima por falta de firmeza de caráter, por evidente declaração de inoperância e impotência, para se conseguir um posicionamento maior e mais dilatado em nosso viver.

Efetuemos o nosso viver dentro dos procedimentos reais e sinceros; lancemos a nossa voz e a enverguemos numa postura verdadeira, para que a nós mesmos não soem falsas as sonorizações lançadas.

Temos, à nossa frente, uma caminhada a ser dilatada e abastecida por sentimentos reais, que precisam ser mais bem co locados e entendidos.

Todos nós traçamos roteiros intensos em cada processo cármico, esperando que, à nossa volta, se norteiem elementos, que nos propiciem uma eficácia maior a este exercício de vida fluente, que é execução de nossos carmas nesta esfera expiatória.

A não ser as almas já solidamente firmadas em conceitos maiores de amor, fé e caridade, todos estamos preenchendo colunas, a serem mais especificadas nos jornais diários de nossas existências, e por isso mesmo, ainda em delineamentos maiores em conceitos básicos de vida universal.

A cada momento de vida, conhecemos valores e criaturas, que nos trazem sempre alguma repercussão íntima, repercussão esta bem assimilada, pois serão estas alterações que nos farão exercer uma observação maior à nossa volta, àqueles com quem lidamos diariamente.

Os valores a serem despertos se irão revelar a cada reencarnação, pois serão alterados para que melhor possamos observá-los e neles nos envolvermos em atendimento às nossas próprias necessidades.

Existem contribuições imensas por parte de irmãos que nos envolvem, assim como também de toda uma coletividade que nos proporciona o progresso moral e individual, na lida com os valores e conceitos por ela ditados. Entretanto, trazemos esses conceitos traçados em pequenas parcelas de somatórios cármicos, mas tentando firmá-los cada vez mais.

Os fatores que nos levam a nos revelar, desta ou daquela forma, diante de irmãos numa coletividade, serão aqueles que trazemos vinculados à nossa personalidade encarnada, porém já concretizados em nossa individualidade. Se forem os certos e os perfeitos, diremos que nem sempre, pois se já os possuíssemos não estaríamos ainda nesta esfera, tentando lapidá-los e alteá-los, porém são os que coabitam conosco em formas eternas e que aqui se expandem na viva intenção de um aprimoramento e aprendizado mais intenso.

A bajulação nos surge, então, como um fator de ruidosa encenação às almas em ínfimas condições próprias, porque as complementações a nosso caráter e personalidade precisarão ser exercidas de forma real e visando, conscientemente a uma melhor qualificação em termos espirituais e eternos.

O ser que bajula, que preconiza, que se distende em atenções e verbetes de qualitativos nem sempre verdadeiros, estará alterando-se em princípios, a fim de atender a posicionamentos melhores e mais abastados. Porém, existem as personalidades que admiramos e que se nos apresentam com formas ditosas de aditamentos vocálicos ou exteriorizações de atitudes que nos identificarão como irmãos correligionários em seus procedimentos personalísticos de vida. A esses, devemos mostrar-nos aliados em conceitos e posturas sem, no entanto, alterarmos a nossa própria personalidade ou colocação como ser humano, visando sempre a atitudes comedidas e pensadas, com finalidades sérias e verdadeiras.

A bajulação é uma capa ilusória para aquele que a recebe e para o que a distende, causando momentos ilusórios e frustrantes às criaturas que nela se abastecem.

Essas insipiências morais se acumulam através das vidas e, muitas vezes acabam instalando-se em nossa mente espiritual, causando dramas e traumas que nos farão habitar esferas íntimas ou verdadeiros campos minados pelo egoísmo, a bajulação e as vaidades, e, com isto, nos fazendo orbitar em valores contestados pelos verdadeiros colecionadores dos preceitos divinos.

Através da nossa freqüência vibratória espiritual, iremos delinear-nos a irmãos, sejam eles revestidos da capa carnal ou não, porém muito mais a olhos espirituais, seremos vistos ao lançarmos mão de algozes mentiras, de falsas colocações ou mesmo de vantajosas oportunidades de obtenção de valores imediatistas e efêmeros.

Bajularmos a nós mesmos, também será mantermos a capa da artificialidade a encobrir nossas falsas posturas como ser humano e eterno, porém sabermos apreciar e coletar verdadeiros aspectos de coletivas verdades será nos colocarmos já em alertas maiores e divisarmos as criaturas irmãs e os conceitos que delas partem.

Sabermos regular nossas vidas em palavras, pensamentos e atos já será uma obtenção maior na escala evolutiva moral e espiritual.

Usarmos da parcimônia, da discrição, da humildade e da postura real e humana será nos dignarmos a ser exatamente como o Mestre nos ensinou e ainda nos exemplifica em Suas palavras e passagens bíblicas.

Usarmos do direito da palavra, dos pronunciamentos certos será acrescentarmos valores às nossas almas e com isto crescermos.

Sentimentos e mensagens maiores de vida devem reger os nossos momentos a cada etapa encarnatória, para que não nos percamos nos devaneios impuros numa massificação inverídica e proveitosa, que só nos causará desajustes e tristezas, ao nos vermos em realidades futuras espirituais.

Usemos de palavras certas, sem alterarmos a nossa postura íntima, pois somente assim, alcançaremos os verbetes da verdadeira emancipação espiritual que nos foram lançados pelo Irmão Maior.

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