A Busca de Deus << voltar
autor: não informado publicação: 29/11/1997
artigo: A Busca de Deus
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Nosso enfoque diário e constante em busca de realizações nos traz as verdades eternas.

Nosso enfoque diário nos mostra que estamos arcando com conseqüências de nossos atos passados e que, nesta luta diária, nos mantemos como criaturas em continuidade de provas e lições.

Sim, meus irmãos, a lucidez, a Consciência plena precisa estar a nosso lado, regendo nossa vida, trazendo-nos lúcidos o suficiente para que a nossa desenvoltura, como seres humanos e infinitos, nos faça presentes em momentos de luz e amor.

O nosso enfoque diário nos custa suor e trabalho constante, a atravessarmos a existência. Sabemos que precisamos trabalhar em campos terrenos, sabemos que temos que crescer intelectual, moral e sensorialmente, porém, muitas vezes, a nossa luta existencial se torna tão intensa que nos embrutecemos mais e mais, deixando que a matéria e a superficialidade tomem conta de nossas aspirações e nos convertam em módulos de arrecadação de matérias vis e distorcidas.

Sim, meus irmãos, nossos enfoques diários são, na maioria das vezes, aos atendimentos imediatos e materiais, nos esquecendo de que a nossa visão diária precisa ser revista, precisa ser direcionada a enfoques mais abrangentes.

A busca pela matéria, pela ocupação de nossos ideais primários nos burla a atenção que deveria ser a necessidade de buscarmos a nós mesmos, de querermos um ultimato máximo de nossas almas para uma melhor composição humana e eterna.

Sim, a busca do espírito pelo supérfluo exagerado, muitas vezes, o distancia do ideal supremo que precisa reger a nossa vida, o ideal do ser que precisa escorar-se na luz do infinito, nas essências que nos fazem viver e prosseguir em diversos planos.

O que somos nós, sem a alternativa de um chamamento maior?

O que seremos, se depois de cumprirmos com todas as tarefas, não soubermos para onde vamos e o que faremos?

O que seria do espírito, se a luta terrena fosse o início, o meio e o fim de suas aspirações?

Sim, o que seria das almas em desejo de um prosseguimento, de uma labuta contínua, a si mesmas impostas para um caminho mais fértil e iluminado?

Seríamos vasos vazios, sem a terra fértil que foi trabalhada por mãos caprichosas e carinhosas; seríamos massas disformes de matérias, a serem revertidas à natureza para o usufruto dos pequeninos; seríamos a anulação das verdades divinas, que nos acumulam de méritos e aspirações para um prosseguimento em linhas mais iluminadas e vivas; seríamos a nulidade das propostas divinas, que nos trouxeram à vida para prosseguimento e complementação em ofertas ideais e plenas; seríamos o nada a se transformar no vazio de nós mesmos, deixando a criatura à deriva e sem aspirações, que a promovam na escala evolutiva.

Sim, seríamos o descrédito, o infortúnio, as viciações, a serem esbanjados em luta material.

Mas, não, a nossa busca pelo ideal de cada vida não pode pautar-se somente nestes momentos tão efêmeros de cortesias materiais, e sim, no que, ao atravessarmos estas esferas de expiações, provas e ressarcimento, nos possibilitam em dispor a nossas almas oferendas maiores e oportunidades inúmeras, para que um preenchimento nos transforme em almas auspiciosas e eternas.

Realmente, irmãos, precisamos enfocar nossa busca diária dentro de parâmetros mais firmes; buscar a

Deus nos diversos instantes de luta, de constrangimentos e de fé. Não podemos deixar-nos à deriva apenas porque as imposições de vida material nos urgem atitudes imediatas, mas visarmos algo além de nós mesmos, algo que nos declara, abertamente, que somos eternos, pois as demonstrações nos assomam em uma variedade imensa de declarações sensitivas.

Sim, o viver é difícil, mas é necessário que saibamos viver, olhando as tristezas e transformando-as em albergues a serem trabalhados e trazidos a exemplificações a outros; precisamos fazer reinar, nesses albergues de tristeza, a esperança e modificação íntima; precisamos ter a visão de cada momento, para que cada dia se torne um ensinamento e um degrau a nos flagrar em vontades mais amplas de nos exercitarmos espiritualmente; precisamos buscar Deus na nossa vida, no nosso caminhar entre as lutas diárias e os sonhos e esperanças noturnos. Deus nos acompanha e nos lança a propostas maiores, mas se nós não O soubermos enfocar e acreditar na Sua proposta divina, iremos continuar a percorrer as terras embrutecidas pelas exigências momentâneas.

Para que nosso espírito alcance a plenitude do entendimento, para que a esperança possa percorrer nossa alma, precisamos entender que a vida, esta vida, é apenas um minuto em nosso percurso espiritual e que, através dela, as oportunidades nos demonstram, vivamente, o quanto somos valiosos e precisamos fazer-nos valer como espíritos eternos; amando, vivendo,  buscando a paz em nosso interior, para que possamos usufruir dos melhores planos, em melhores condições espirituais em nossa continuidade.

Apurem, meus irmãos, sua vivência nesta terra; tentem imprimir amor no que fazem; afastem as tristezas e vejam nelas somente lições que a vida lhes dá; procurem trazer Deus a todos os momentos, enfocando, nos irmãos a seu lado, toda a compreensão e a certeza de que somos almas em compartilhamento, em união de nossos sentimentos e aspirações.

Que Deus possa fazer vibrarem no íntimo as aspirações eternas, para que uma modificação se dê a cada dia, a cada luta, a cada sofrimento, que lhes abranja a alma. Que Deus esteja diante de todos, para que a cada percepção aflorada, o enfoque possa ser atendido e creditado.

(Autor não informado)

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