A Busca pela Amizade Sincera << voltar
autor: não informado publicação: 30/09/2005
artigo: A Busca pela Amizade Sincera

Sim, difícil, não?

Amizades sinceras, autên­ticas almas a nos tangerem o vi­ver, a se tornarem fiéis criaturas, a se proporem unir em prol de um, de dois, de muitos.

Seria esta exigência difícil de ser atingida?

Como conseguir estas propostas tão límpidas e ne­cessárias a compor uma so­ciedade, um mundo de paz e compreensão?

Como, irmãos, conseguir unir objetivos, interesses e afinidades, num conjunto de vida e sensibilidades, a pon­to de nos fazermos amigos leais e sinceros das almas?

Talvez, hoje, vejam este propósito muito distante, não é?

Mas embora possamos perceber que talvez as ami­zades estejam ligadas a interesses materiais, humanos ou sociais, ainda conseguimos selecionar criaturas que, mes­mo que se sintam veículos de "vantagens", estão dispostas a ser amigas sinceras. Es­tas são almas que já ultrapassaram os interesses imediatis­tas dos envolvimentos carnais e se conseguem externar mais desprendidamente.

Amizade sincera e au­têntica é aquela que surgirá de sentimentos mais amplos, angariados por vidas e vidas, num despojamento do próprio Espírito, que não vê a si nos melhores momentos, mas aquilo que pode proporcionar aos que o rodeiam.

A busca pela amizade sin­cera é constante, não é?

Assim, como a busca pelo eterno amor, a amizade se si­tua nos primeiros patamares desta escalada universal a nos fazer lícitos nos sentimentos maiores que precisam envolver os seres: o amor universal.

A amizade, portanto, é a porta aberta para que cada um de nós empreenda a caminha­da seleta entre o desprendi­mento, a doação e a sinceridade, na autenticação de senti­mentos mais profundos.

Libertando-nos das alge­mas do passado e resgatando dívidas numa proposta construtiva, iremos conviver com as tantas almas que destroça­mos ou nos indispusemos, a tentar reverter quadros nocivos que povoam nosso Espírito e que nos trazem  às tantas convivências cármicas.

Desta maneira, revendo posturas de ontem e de hoje, nos acercamos de almas, no propósito de formarmos elos mais firmes de consideração e respeito, na proximidade de hábitos e objetivos. As afinidades, então, irão surgindo no percur­so da vida, nos ensinando a res­peitar, a nos recolher quando preciso, a nos manifestarmos quando solicitados, a nos fazer­mos presentes sem impormos idéias ou sentimentos, porém, fazendo-nos amigos e com­panheiros a dispor de nós mesmos, a beneficiar a ou­tra alma ou às tantas almas que caminham conosco em comunhão de ideais ou não.

Assim, a busca pela ami­zade sincera precisará ser fei­ta por todos e cada um de nós, no fir­me propósito de nós mesmos alinharmos verdades e senti­mentos, na razão lógica e conscienciosa de um viver pautado no respeito aos seres e nos di­reitos que cada um precisa exe­cutar para um bom viver.

Amigos, poderemos fazer a cada vida.

"Amigos", de nós, se apro­ximarão sempre.

Amigos serão os que se chegarão a nós num total des­prendimento e desinteresse.

Amizade se constrói na lentidão dos séculos, na contur­bação de momentos, mas na nitidez de sentimentos.

Abraçar amigos, acom­panhar amigos e retê-los até o final de uma existência, é trabalho inicial de todos os filhos de Deus, porém, luta constante a ser trazida no propósito de alinhamento do caráter e da moral.

Termos um ou dois amigos, será termos muito, não é?

O que intentaremos, en­tão, a cada manifestação de vida na matéria?

Amigos e almas gêmeas? Companheiros e altru­ístas almas?

Sim, tudo isto, não?

Mas para que consigamos ter amigos, é necessário que "sejamos amigos": desprendidos, coeren­tes, sinceros e, acima de tudo, irmãos.

Será que sabemos, nós mesmos, ser Amigos?

(Autor não informado)

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