Pela Plenitude do Amor << voltar
autor: Emmanuel publicação: 03/12/2004
artigo: Pela Plenitude do Amor

Assumimos sempre posicionamentos em busca de bem estar, comodidade, frentes amorosas e de abastança, não é verdade?

Assumimos, geralmente, posicionamentos mais rígidos em relação a irmãos de caminhada, porém em nossa direção, enviamos complacentes mensagens a extorquir de outras almas tudo que a nós se acumula negativamente, numa negligência imperiosa e culposa.

Outrossim, os revelamos assiduamente em atos de rebeldia e incompreensão, quando o mar, em que nos movimentamos, se torna revolto, patrocinando nosso viver tempestuosamente.

Entretanto, nestes mares tempestuosos formados por nós mesmos, nos infiltramos por meio de atitudes avessas a verdades, pois estas verdades nos farão rever em nós as negativas e falcatruas em que ainda nos envolvemos.

As negativas e atitudes intempestivas, as colocações mal vistas pela não retidão de um caráter, como também a falta de penetração em veracidade de sentimentos, nos faz em distanciar de uma vida mais clara, amorosa e lúcida.

Quais seriam, então, as propostas humanas que nos preencheriam e que precisaríamos assumir?

Pela beleza de nossa mente, pela composição de sentimentos nobres, pela presença assídua de Deus em nossas vidas, pela postura irmã e respeitosa, pela veracidade em nossas intenções, realmente, a proposta a ser buscada, para que uma composição seja plena, seria o harmonioso tônus do amor, desta avalanche de fluidos e vibrações, nas quais necessitamos banhar-nos e saber conduzir.

A plenitude de amar só será percebida e colocada a termos verdadeiros quando, depois de tempos de desarmonias e dissabores, nossos Espíritos se entregarem em totalidade nos braços do Irmão que nos dilatou todo o potencial de amor, numa visão terrena pequena de nossa parte, porém sentida no âmago de nossas almas.

Pela plenitude de amar, iremos todos convergir em algum instante do viver eterno; pela busca deste envolvimento, iremos subtrair-nos, muitas vezes, em essências que precisavam ser manipuladas; pela busca dos efeitos benéficos do verdadeiro amor, iremos sofrer, reviver e nos acomodar nas rudezas, nos sofrimentos ou nas indiferenças, porque, por tudo isto, precisaremos passar, para dar valor ao verdadeiro sentimento que precisa ser predominante no Universo.

Pela plenitude do amor, o mar distribui oxigênio e movimentação aos seus habitantes, em verdadeiros atos de doação na manutenção da vida.

Pela plenitude de amor, as vozes dos pássaros se dilatam e se distribuem, a trazer, na fluidez das energias que os envolvem, a beleza e a vibração harmoniosa às criaturas e naturezas.

Pela plenitude de amar, as almas, em propostas maternas, se lançam a sacrifícios e doações num alçar de sentimentos que, muitas vezes, se acham encobertos, porém doando-se em totalidade para dilatar o bem e o carinho pela eternidade...

Pela plena atitude de amar, as almas se admoestam, demonstrando elas mesmas o quanto este sentimento ainda precisa ser trabalhado e respeitado, indo e vindo nas trocas amorosas e sentimentais, até que a lisura de intenções se perpetue dentro de seus corações.

A plenitude de amor será demonstrada em atos mais simples, em gestos naturais e suaves, em palavras mansas e ternas, em coloridos semblantes a vasculhar todo o objeto de amor.

Harmonizar, compreender, aceitar, acolher, amparar, sofrear os ímpetos egoístas e orgulhosos, atender na medida de nossa capacidade, para que mais tarde o remorso e a tristeza não nos cubram de sofrimentos, serão os caminhos a serem tomados se, realmente, tivermos a intenção de crescer para Deus e em busca de semelhantes vibrações, mesmo que saibamos que somos minúsculas partículas do Pai, porém precisamos despontar no Infinito como réplicas de tudo o que Ele projetou para nós, a demonstrar o quanto O amamos por tamanho amor e doação.

Angela Coutinho

Busca Por Texto
Arquivo