É Licito Sonhar << voltar
autor: não informado publicação: 05/05/2006
artigo: É Licito Sonhar

Nesta realidade trazida sob tantas angústias e providências a serem tomadas; nesta grande ultrapassagem dos séculos, a buscarmos a iluminação íntima, ao mesmo tempo em que nos deixamos enovelar pelas grandes artimanhas do progresso natural, como das múltiplas necessidades; neste torvelinho de ganância, poder e semeaduras, que deformam as personalidades;

nestes ganhos de vidas ultimistas prontas e exigidas aos anseios sexuais e vicerais; neste conglomerado de propostas em lideranças conturbadas; nas fileiras extintas do verdadeiro Cristianismo, das palavras irmãs envolvidas de humildade e simplicidade, perguntamos a todos os irmãos que participam conosco destes preâmbulos cristãos:  Ainda nos é lícito sonhar, sonhar e alimentar belezas não vistas ou sentidas por nós?

Assim, a semeadura é livre a todos, porém, nos envolve na obrigatoriedade de colheitas, colheitas estas que chegarão a nós, nos diversos e diferentes ambientes e condições, não é verdade?

Assim, estaríamos fugindo das semeaduras e nos deixando levar pelos campos das ilusões, ao buscarmos, nos sonhos ou nas ligações espirituais mais seletas, a sustentação e alimentação ao nosso viver?

Somos, amigos, almas sensíveis, naturezas férteis que, mais do que nunca necessitam do pão espiritual e do sangue universal a nos ajudarem a ultrapassar as cancelas que nos colocam diante de nossas expiações e provas, delinqüências e lacunas. Por isso, a alma anseia e busca por uma complementação e sustentação, mesmo, de algo fora da materialidade. Esta busca é natural, impulsionada por nossos Espíritos, num apelo aos mais fortes e iluminados, numa frenética aspiração de nos vermos envolvidos pela complacência do Mestre e pelas luzes acariciantes dos amigos e “anjos” espirituais.

Por todos os momentos, numa tentativa, muitas vezes, de fuga ou recursos extensos buscados na prece diária, vemos irmãos entristecidos e lamentosos, a ultimarem seu viver por força das circunstâncias, porém, inserindo-se na lista dos revoltosos e descrentes, não?

Irmãos, sonhar com o melhor e buscar este lado espiritual do viver a nos possibilitar momentos de maiores entrosamentos e iluminação nos acordes das ligações espirituais, faz parte da natureza espiritual de cada um de nós. Sonhar, mas ficar atento à realidade que nos tange. Sonhar, buscando o reforço a vivenciar os instantes atuais. Sonhar e se fortalecer nas verdadeiras essências das quais fomos constituídos. Sonhar e alinhar necessidades e realidades será ânsia e possibilidade de cada ser, que precisará sobreviver às suas condições cármicas, mas nunca se esquecendo das suas fontes reais de abastecimento: os planos espirituais, com Deus a alimentar a todos.

Temos o direito de sonhar, sim, porém, não numa fuga aos propósitos cármicos, não como negativa às problemáticas e endemias que ainda poderão estar envolvendo-nos, mas sim, como busca à alimentação da alma. Sonhar e nos permitirmos deslizar pelos campos de maiores autenticidades e beleza, sonhando com o melhor e o mais perfeito, mas contribuindo, cada vez mais, para que estas ligações, através de nossas sensibilidades, nos reforcem a vontade de vencer, de crescer no aperfeiçoamento da materialidade que nos tange, assim como na conquista de uma moral e virtudes mais plenas.

O viço de um viver se dará a partir do instante em que soubermos que estamos vivendo numa grande necessidade de aprendizado e aperfeiçoamento nesta vasta escola que é a Terra. Porém, que tudo dependerá de nossa livre vontade e disposição a, ao sairmos deste reformatório, podermos defrontar-nos, pelo menos em parte, com as imagens e sensações buscadas nos sonhos idealizados e previstos, anteriormente.

Ousemos sonhar sim, mas sonhar sem nos retirarmos de uma realidade que nós mesmos forjamos, em algum momento de nosso pretérito. Mas saibamos que, para que esta realidade se fortifique e se autentique, serão necessárias coragem, força de vontade e uma visão mais nítida de quem somos: apenas, almas envolvidas por estruturas, a se colocarem à disposição das próprias leis universais e físicas de causa e efeito.

(Autor não informado)

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