A Busca Ao Complemento Íntimo << voltar
autor: Emmanuel publicação: 02/02/1998
artigo: A Busca Ao Complemento Íntimo

Meus irmãos, que Deus, Nosso Pai, possa estar presente entre nós, orientando a nossa palavra, trazendo o esclarecimento divino e espiritual a todos que viemos em prosseguimento vivencial nesta escalada evolutiva.

Dentre todos os momentos de nossa vida, dentre as oportunidades que se insurgem em nossos caminhos e que nos envolvem e tumultuam a vida, estamos sempre convictos da presença de um Ser maior a nos dirigir, a estar presente em momentos de buscas, de chamamentos e de verdadeira fé.

Quem somos nós? Espíritos transeuntes a percorrer os diversos mundos e esferas, a podermos perscrutar o Infinito?

Quem somos, se buscamos, a todos os instantes, entendimentos, esclarecimentos verdadeiros e o porquê do nosso caminhar?

Nos questionamentos de todos os instantes, trazemo-nos, paulatinamente, em crescimento espiritual, em enfoques cada vez mais amplos e profundos.

Queremos sempre saber o porquê; o porquê dos acontecimentos de nossa vida, o porquê de estarmos colocados em ambientes, muitas vezes, em desarmonia com o nosso próprio ego, a nossa parte espiritual e íntima, não?

Todos temos múltiplos e imensos questionamentos. Não estamos nunca satisfeitos com aquilo que temos e do que precisamos participar. Achamos sempre que nos devem algo, que precisamos de algo à nossa frente a nos situar melhor, a nos parabenizar os atos. Sim, parabenizar. Buscamos as afirmativas de um plano superior, queremos sempre estar sob regalias e achando que fazemos e damos o melhor ­de nós. Mas será mesmo que fazemos o melhor dentro de nossa proposta de vida? Será que estamos tendo a visão mais ampla, a visão total do nosso exercício reencarnatório?

Cremos, todos nós, que fazemos o máximo, que doamos acima de nossas possibilidades e nos achamos sempre em doação total, e os outros nos devendo, os outros em pensamentos discordantes em relação aos nossos procedimentos diários.

Isto que lhes coloco não é nenhuma anormalidade do ser humano, apenas a posição humana, ainda falha, de Espíritos primários que somos. Por isso, as nossas argumentações diárias, conceitos e preconceitos nos enfocam, tantas vezes, em direção a visões erradas. Por isso, estamos e vivemos em angústias diárias, em lacunas ou em grandes sofrimentos. Esta é uma verdade da qual não podemos fugir: sentirmos as lacunas em nossa vida, sentirmos a colocação errada em nosso posicionamento dentro de uma família, sentirmos os sentimentos, em relação a nós, divergentes, por uma não reciprocidade de idealismos e intenções.

Por quê? Porque auspiciamos sempre o melhor para nós, pois estamos numa vivência de complementações materiais e espirituais, e, nesta vivência, colocaremos, em primeira pauta, a complementação material ao nosso viver. É justo, é plausível e lógico, que precisamos buscar o equilíbrio material, como também, alçarmos uma busca espiritual mais forte. Porém, esta busca a um complemento íntimo, quando surgirá em nossas vidas?

Cedo, quando jovens, em meia idade ou já em idade avançada?

Surgirá ou nunca se apresentará?

Estamos todos em um processo de reencarnações, estas reencarnações liderando objetivos a serem alcançados, objetivos esses, alguns mais fortemente impressos, captados por nós, discutidos, aceitos ou não; outros nunca percebidos, mas necessários a serem abraçados por nós no percurso diário.

Do que precisa a criatura humana para se perceber em objetivação reencarnatória e numa movimentação íntima necessária a um crescimento e desenvolvimento próprio a trazer maiores esclarecimentos, possibilitando uma maior elevação moral e espiritual?

O que será preciso, meus irmãos, para que a alma humana acorde e invista em si própria e deseje crescer, progredir, buscar um assessoramento mais longínquo, mas o único que poderá trazer-nos em abastecimentos maiores de amor e de fé, soerguimento, compreensão e caridade?

Realmente, cada alma, que percorre os mundos e as esferas numa objetivação reencarnatória própria, terá o seu tempo, o momento certo para despertar, a perceber-se em prosseguimento para ultrapassar etapas, subjugar-se e educar-se. Ela atingirá a sua meta, no início de vida, no meio ou no final da trajetória carnal. Mas, muitas vezes, esta objetivação no início de nossas vidas não é compreendida pela maioria das criaturas, porque o véu está sobre os nossos olhos e não conseguimos perceber o objetivo e a finalidade da vida que tão próspera e lindamente nos toca e nos emociona, e que, por muitas vezes, nos lança a um vazio, a uma imensa lacuna.

O que será que esta vida deixará impresso em nosso caminhar? Exatamente, o objetivo que foi trazido aos elos cármicos e necessários.

Quando a criatura se percebe em meia idade, em projeto de vida mais fértil e abundante, ela estará ainda com um tempo para transitar pela esfera, visualizando algo mais que a fertilize e a faça crescer espiritualmente.

O tempo é curto, as tarefas se acumulam em nossos dias e muitos chegam à velhice sem perceber o que deixaram para trás, o tempo desperdiçado e as próprias defasagens, e, de repente, se lançam, freneticamente, à procura de uma contemplação maior, sentindo o passar dos anos e dos dias e noites que se encurtam, percebendo, então, que o trabalho precisa ser redobrado e o tempo, melhor aproveitado.

Todos buscamos alguma coisa em nossa vida, seja ela material ou espiritual, entretanto, existe em cada um de nós um idealismo próprio que, embora não se repercuta neste meio materialista em que vivemos, surgirá, em algum momento, em nosso íntimo, numa procura maior, seja em momentos de discórdias, de infelicidades ou mesmo de complementações íntimas, quando, então, procuraremos elevar nosso pensamento ao Criador. E hoje, meus irmãos, esta busca é imensa e se repercute nos planos espirituais, fazendo com que a Espiritualidade se lance a todos os instantes a estender as mãos para atender às necessidades encarnatórias, aos corações aflitos que lançam os chamamentos às esferas celestiais.

Se hoje estamos aqui na palavra direta e amiga, fluente na proposta de comunicação entre os mundos de almas encarnadas e desencarnadas é, exatamente, porque as orações e preces, as angústias dos pedidos são imensas. As oportunidades que surgem, a trazermos as palavras a vocês, irmãos de fé, irmãos de amor, irmãos que buscam uma convivência pacífica num mundo de duelos e elitismos, de caprichos, orgulhos e vaidades, nos possibilitam dilatar uma declaração de entendimento, de veracidade na existência das almas, de continuidade de vida, da transformação que se faz necessária a todos os instantes, para que, ao nos transferirmos de esferas inferiores a planos pretendidos em superioridade espiritual, consigamos lidar e conviver com todas aquelas almas que buscamos, quando elevávamos a nossa mente em preces de ajuda e de apoio.

Que saibamos encontrar, em qualquer etapa percorrida na materialidade, o momento de justos esclarecimentos e de buscas constantes a um equilíbrio íntimo, pois, também a Espiritualidade amiga estará sempre presente, disposta a estender as mãos àqueles que se façam receptivos e buscarem, através das férteis e luminosas palavras e sentimentos, a essência divina distribuída a todos nós, numa grande universalidade da consanguinidade espiritual.

Que Deus possa trazer o farol do esclarecimento a cada alma e que esse farol se transforme em intensa luminosidade a atrair e clarear os caminhos das almas que habitam todos os mundos e esferas, para que se possam abraçar e se amar, como verdadeiros filhos do Criador.

Que Ele esteja com todos!

Emmanuel
Mensagem psicografada por Angela Coutinho,
2 de fevereiro de 1998, Petrópolis, RJ.

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