O Despertar Da Sensibilidade Na Juventude << voltar
autor: Henrique Karroiz publicação: 27/05/2008
artigo: O Despertar Da Sensibilidade Na Juventude

Atuando como almas em prosseguimento por vidas e vidas, buscando a amplitude de nós mesmos a se dilatarem em direção ao bem, a paz, ao amor e a caridade, alicerçamos benefícios, sensibilidades, caráter, moral e virtudes a nossos Espíritos. Entretanto, os alicerces de um edifício não são construídos apressada e inesperadamente e, sim, buscando os elementos certos, nas dosagens específicas a que solidifiquemos a estrutura em percentuais tais que ela não se danifique ou se desestabilize nos futuros percursos e na sua própria utilização.

Assim, amigos, é a edificação e estruturação de nossas sensibilidades, moral e virtudes, nas quais nos sustentaremos com vistas a eternidade.

A estruturação e sedimentação das sensibilidades se farão, gradativamente, podendo elas, surgirem em qualquer época da vida e nos mais variados momentos, em planos densos ou em palcos fulídicos, pois as percepções pertencem ao Espírito, que as dispõem conforme sua própria conduta e patamar evolutivo em que se encontre.

Desta forma, o ser ao nascer, traz consigo os prognósticos desta liberalidade às percepções e sensibilidades, visando atingir os objetivos definidos em planos espirituais.

A distribuição das energias no corpo espiritual ou perispírito será feita atendendo às necessidades cármicas, que poderão ser de resjustes, ressarcimentos, expiações, provas ou mesmo missão. Assim, cada ser se expressará em sensibilidades perceptivas em graus estabelecidos pela abertura do seu potencial mediúnico.

Infantes, jovens adolescentes, adultos ou almas mais idosas poderão, em algum momento, exteriorizar estas percepções, estando todas elas nos instantes certos, a se trabalharem, modulando estes mesmos instantes de acordo com as buscas, necessidades e objetivos traçados em planos espirituais.
Aqui, trataremos desta abertura perceptiva de almas que se encontram, também, em imensos contatos com as problemáticas do físico e do meio que as envolve e, não somente com as percepções mais amplas de planos fluídicos, onde as captações poderão atormentar, dilacerar ou suavizar instantes de contatos com os Espíritos em semelhantes especificações de captações.

As variantes nas captações são inúmeras, como também, as necessidades e objetivos de cada alma que se apresenta na esfera, a tentar um maior aprendizado e exercício de si mesmo.

Jovens, amigos queridos, almas que estão no despertar de conceitos, vibrações, esquemas de vida que nem sempre se adaptam, o fator de abertura espiritual, de captação mediúnica que lhes desponta e faz com que peçam ajuda e orientação, nada mais é do que um chamamento maior que lhes foi permitido, a que prestem socorro a si mesmos, tentando, assim, tirar as algemas das indiferenças, ódios, desamor, revoltas ou mesmo as próprias inadiplências e desvalorização de suas mediunidades de pretérito, trazendo aos dias de hoje, a grande oportunidade de prestarem a caridade a seus próprios Espíritos, a manusearem o ser que se encontra oculto em vocês, que são vocês mesmos, em tentativa de reforma íntima e de uma melhor performance diante das almas que estão no seu círculo vivencial.

O que fazer com estas percepções, quando tudo se torna tão difícil, por, justamente, ainda estarem se adaptando, também, às próprias chamativas do meio em que vivem?

Como lidar com vozes, sentimentos e perturbações íntimas e sensoriais?
Não se esqueçam de que cada estrutura orgânica e espiritual é um grande centro de energia e que este conjunto energético vibra, emitindo, exatamente, tudo que pensam e executam através das palavras e atitudes, assim formando ao redor de cada estrutura, um campo eletromagnético com disposições e vibrações próprias geradas pelo ser. E, sendo assim, cada um de nós se torna responsável pelo que emite e, consequentemente, pelo que emana e alimenta com a própria postura mental, atraindo por afinidade e alimentação fluídica o semelhante e afim, gerando com isto, trocas em percentuais variados e estímulos diversos.
Portanto, para que possam ser antenas bem posicionadas, trabalhadas, dirigidas para o bem, a verdade, a paz e a uma construção de equilíbrio consciente, preciso será que a prática da caridade se faça numa constante de vida, alicerçando seus Espíritos na doação de si mesmos em palavras, atitudes, em disponibilidade de tempo a ouvir os que sofrem e precisam de alguém a lhes ofertar a digna paciência e compreensão.

Será necessário que, antes de quererem praticar a caridade em mesas mediúnicas, aprendam a lidar com os irmãos encarnados necessitados, os quais podem ver e escutar, perceber mais nitidamente suas necessidades, sofrimentos e problemáticas, pois neste exercício caritativo terão oportunidade de praticar as lições do Evangelho cristão, as máximas a se distenderem em benevolência e amor ao seu próximo mais próximo.

“No final dos tempos, os jovens profetizarão e os mais velhos terão visões”, assim lemos no aramaico, idioma do Mestre Jesus. Pois vemos isto acontecer nesta atualidade, portanto, distendendo a grande oportunidade de aplicação do amor e da caridade a almas que pediram, por mais uma encarnação, a se livrarem de sua pequenez, de remorsos e mesmo por estarem em busca de um maior aprendizado, firmando-se como verdadeiras cristãs.

Jovens amigos, antes de tudo, antes de quererem saber qual o tipo de mediunidade que detêm e desta ânsia de fazerem-se fenômenos a estimular a curiosidade do próximo, saibam que as mediunidades mais ostensivas são verdadeiras provações e que os médiuns servirão de exemplo a tantos outros irmãos, que lhes serão exigidas provas de humildade, abnegação e desprendimento, a sedimentar esta abertura que lhes foi concedida.
Pratiquem a caridade primeira a vocês mesmos, evangelizando-se, doutrinando-se e trabalhando-se intimamente, a alicerçar valores que perderam ou inutilizaram no pretério. Busquem o colóquio com os mais necessitados e problemáticos, trabalhando a paciência, a compreensão, a humildade em si mesmos, conscientizando-se sempre de que o mais necessitado é seu próprio Espírito, mas aproveitando esta oportunidade a estabelecer termos de maior equilíbrio e harmonia a si mesmo, em tentativa de se firmarem diante do Pai, d´Aquele que nos criou como essência divina, que anseia a plenitude de ser e de servir.

Que Deus lhes aponte os caminhos e lhes ajude a argumentar com o seu lado oculto, sedimentando cada estrutura espiritual, dentro dos limites das leis divinas estabelecidas pela harmonia do Universo e por Quem nos criou e alimenta.

 

Henrique Karroiz
Mensagem psicografada por Angela Coutinho, em 27 de maio de 2008, Petrópolis, RJ.

 

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