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autor: Henrique Karroiz publicação: 20/10/2014
artigo: Ainda ...
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Ainda que nos sintamos com os pés cravados na Terra, temos que nos lembrar que viemos do céu.

Ainda que não tenhamos reconhecido em nós valores mais amplos, mensuremos aqueles que conseguimos angariar e trabalhemos em cima deles.

Ainda que o desamor exista em nossa vida, e as almas fujam dos entrelaçamentos que queremos, temos que entender que esses entrelaçamentos são meros estados de conveniência cármica.

Ainda que sintamos o sofrimento, a necessidade a bater em nossa porta, a visitar nosso corpo, a nossa mente, saibamos que todos eles são expressões vivas dos clamores das inconsequências da nossa alma.

Ainda que não saibamos precisar o porquê da nossa vinda à esfera, o porquê do nosso papel dentro dos elos consanguíneos, ainda que não percebamos isto, olhemos para nós e sintamos as dificuldades nos relacionamentos, pois, são indícios de que os elos espirituais estão quebrados ou fragilizados.

Ainda que a mágoa se repercuta em nosso peito, entendamos que se ela aí se fixa como as raízes de um vegetal, é porque estamos frágeis por demais e não nos conseguimos alicerçar no bem maior.

Ainda que não sintamos a expressão coletiva de amizade ou de aceitação à nossa vida, saibamos que nós, em algum momento, devemos ter fugido da convivência fraterna e amiga.

Ainda que a saudade surja em nós, contando as lembranças de momentos passados e não tenhamos conseguido segurar o veículo dessas lembranças junto a nós, exatamente, porque as figuras do passado não teriam uma representação tão profunda em nossa consciência atual.

Ainda que estejamos versando nas inconsequências e incongruências do viver e não consigamos atingir os objetivos da vida e as realidades baseadas num conjunto de verdades e de disposições que precisam favorecer-nos, é sinal de que temos ainda um percurso grande a percorrer.

Ainda que nosso lamento se repercuta a ouvidos alheios, que nossa fala magoe os corações, entendamos, amigos, que a nossa expressão verbal ou emocional não está alinhada nos grandes preceitos do amor universal e da amizade infinita.

Ainda que não consigamos trazer Jesus a nós e ao exercício de Suas mensagens, ainda assim, somos filhos de Deus e Ele espera por nós, a que estejamos prontos a engatinhar, a nos levantarmos, a andar com nossos próprios pés, e espera muito mais, que consigamos enxergá-Lo e ir em Sua direção.

Por quanto tempo nos fixaremos no “ainda” e nas interrogativas da vida?

Por quanto tempo a falsa imagem do céu ou das imensas locuções universais se tumultuará à nossa visão, dissipando uma realidade com a qual nos estaremos defrontando em algum momento do nosso viver?

Ainda somos pequenos, precisando do aleitamento materno, precisando de luz e da âncora da firmeza do Mestre Espiritual, Jesus.

Que Jesus os impulsione a que saiamos deste “ainda”, para que possamos atingir o final da nossa caminhada a cada etapa de relacionamento nosso conosco mesmos e com todos aqueles que ainda precisam firmar e solidificar o elo da amizade e do amor-universal.

Deus nos abençoe. Amo vocês.

Amem-se, aceitem-se, respeitem-se, perdoem-se. Tudo isto traz a felicidade ao coração, à alma. Vamos viver em busca dessa felicidade!

Deus nos deu a Pátria, o solo, a energização à vida. Abracemos a nossa vida com amor e energia!



Henrique Karroiz
Mensagem psicofonada através da médium Angela Coutinho em reunião pública, em 20 de outubro de 2014, Petrópolis, RJ.

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