As Classes do Poder << voltar
autor: Henrique Karroiz publicação: 26/02/2003
artigo: As Classes do Poder

Viemos argumentando sobre a fé, esta força única, íntima e conjunta que precisa prevalecer em cada um de nós, a nos ajudar na execução de nossos temas cármicos, a serem delineados e manuseados, a cada vida.

A fé, força alicerçada através dos anos, das vidas, das propostas dadas por nós mesmos em disposições de esmerilhamento de nossas almas; a fé, reduto seleto, quando a retemos e nela nos sustentamos, podemos dizer que é a esperança fortificada e trabalhada pela própria criatura, que já consegue estar aliada aos planos superiores divinos.

Fé é alimento para o corpo e para o Espírito, é caminho de luz a ser seguido e respeitado.

Quando falamos das diferentes formas de articulação da fé, queremos lembrar que, nos diversos processos de luz íntima, cada alma aceitará e reterá o quanto estiver em disponibilidade por obtenções variadas obtidas no amplo percurso percorrido desde a sua criação.

Pais e filhos, almas irmãs e envolvidas pelas mesmas essências são colocadas a caminhar, cada qual sob livre disposição e acolhimento ao que se sentem bem e lhes patrocina o viver.

O caminho da luz é estrada a ser buscada por todos nós, filhos do Pai, porém esta estrada tão plena e iluminada se torna difícil de ser percorrida, justamente por sermos ainda almas que se escondem de si próprias nas defasagens, lacunas e condições pretendidas, que destoam das necessárias a serem visualizadas pelos holofotes divinos.

Atravessar caminhos luminosos, tentar mantermos-nos nas estradas claras e que nos farão surgir frontalmente diante de Deus e de irmãos maiores sob uma ótica real e total, nos faz temer e retrair como Espíritos, que se trazem ainda sob acúmulos perniciosos, não desejando que lentes mais aguçadas nos penetrem. Nós mesmos fugimos, às vezes, desta claridade, refugiando-nos e tentando iludir-nos, não é assim?

Realmente, ao visualizarmos uma larga estrada, caminhos que nos são ofertados e que se dilatam a nós sob enfoques de amplitudes vastas, sabemos que, para percorrê-los, teremos que nos mostrar realmente como somos, e, acima de tudo, estarmos prontos a conviver com verdades e sentimentos puros e amplos.

Quantas e quantas almas fogem deste confronto, confronto com elas próprias e com os que as vêem numa penetração maior!

Quantos de nós afastamos de nossas vidas os ensinamentos maiores e mais profundos, para não termos a responsabilidade aumentada, sabendo das circunstâncias que irão envolver-nos se nestas estradas penetrarmos!

Quantas almas hoje se refugiam em apresentações ilusórias de fé e cultos exteriorizados, mentindo a si mesmas que aquilo é o suficiente para que estejam bem diante do Pai!

Quanta ilusão nos toca! Quantas lacunas a precisarem ser recompletadas! Quantas tristezas afogadas nas sombras íntimas dos corações!

Amigos, queridos irmãos, falamos dos planos espirituais a todos que acompanhamos: busquem o caminho da luz, do amor e da paz, da fraternidade e da verdade, não temendo a Deus, mas sabendo que, através dos trabalhadores espirituais que os envolvem, Ele lhes traz as oportunidades de se ajustarem e, pouco a pouco, buscarem os caminhos que lhes tragam mais paz e esperança.

Caminhar para a luz é caminhar para uma limpeza íntima de nós mesmos, isto é, a modificação íntima, que Jesus nos aponta como fonte de elevação.

Angela Coutinho

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