A Organização Cristã << voltar
autor: Emmanuel publicação: 26/09/2003
artigo: A Organização Cristã

A personalidade universal que nos foi exposta há mais de 2000 anos, a figura exemplar que nos faz chorar, sorrir e amar ao visualizá-La, o Ser infinito ao qual buscamos e tentamos ligar-nos, as vibrações exaladas pelas Suas orientações e propostas de fé, amor e caridade vieram representando o Criador em um alto expoente em ternura, força, coragem, humildade e carinho a toda esta humanidade. Entretanto, se Jesus veio à exemplificação e, demonstrando, claramente, que o amor do Pai pelas Suas criações era imenso, nós, almas ainda em provas, desentendimentos, tarefas e ressarcimentos não soubemos recolher tudo isto, numa viva demonstração de falta de percepção e desenvoltura espiritual, não é verdade?

Naturalmente, que não pudemos observar e acolher em totalidade as belezas e distendimentos espirituais do Mestre, por não estarmos em condições maiores ou até mesmo medianas de captá-las, o que nos faz, até o momento atual, anular, muitas vezes, a proposta cristã de Jesus.

O que é a proposta cristã?

O que representa a organização cristã a nós, nesta vivencia atual e tão distante das vivas demonstrações do Mestre?

O que nos trouxe Jesus foi a máxima em sentimentos, fé e valores que precisam tornar-se uma constante às almas no percurso dos séculos, nos trouxe a proposta a que tenhamos condições máximas de avaliação e ponderação na observância de nossas atitudes, palavras e pensamentos.

A proposta do Mestre é a real intenção do Pai, trazendo um Irmão maior a nos demonstrar onde, também nós, poderíamos chegar.

A organização cristã, trazida e deixada a execuções a Seus discípulos, deveria ter sido mais bem percebida e distendida.

Esta organização que se diluiu tantas vezes por se tornar aprisionada pelos seres humanos e manuseada em relatividade à sua vontade, ambição e envaidecimento, se diversificou amplamente, contendo, hoje, adendos que os homens colocaram, não percebendo eles que estavam misturando orientações divinas com a sua própria condição de alma pequena e inculta, mas sentindo-se grande por estar em um meio em que "achavam" eles, que Deus os premiara a dispor deste manuseio indevido.

E, assim, irmãos, a organização cristã trazida por Jesus, hoje ampliada, mas muito deturpada e infiltrada por contextos humanos, ainda e sempre se firmará, porque as suas bases são intocáveis, pois podem os homens enviar receitas de oratórias ou instituírem novos mandamentos e regulamentos para serem aceitos nos Céus, mas a força desta organização cristã, que foi iniciada pela Casa do Caminho, a verdadeira igreja do Mestre, simples e humilde, jamais tombará ou perderá os conceitos iniciais, porque Jesus era amor, força, simplicidade, humildade e elevação. E, hoje, meus irmãos, lhes pergunto: _ onde está a distribuição de amor, de humildade e simplicidade? Onde podemos observar elevação espiritual, quando ainda se atém a receitar postulados e firmar dogmas? Onde o amplo amplexo às almas simples, miseráveis que eram acolhidas na casa simples do Caminho?

Os "Santos" não compartilham com os faustos.

Os "Santos" não se trazem em trajes luxuosos, mas sim em trajes claros, simples e humildes como suas almas são. Mas na organização cristã, vemos, apenas, as oscilações entre ouro e pedrarias, e o distanciamento daqueles que não entram num templo de fé por vergonha de suas vestes. Esta organização cristã precisa ser visualizada, meus irmãos, com mais seriedade, a cumprir as tarefas e propostas do Messias, que só queria dar amor, prestar caridade e legitimar uma elevação espiritual.

Será que as almas não estão indo longe demais, recitando trechos bíblicos em demasia, e se esquecendo de exemplificar por si próprias a cartilha evangélica do despojamento, da doação íntima e da caridade ao próximo?

Repetir versos e versículos, levantar e ajoelhar são rituais de condicionamentos exigidos por aqueles que criaram as igrejas terrenas, mas gostaria de lhes lembrar que se de tudo isto necessitam para se unir a Deus, leiam outra vez como Jesus se colocava em Suas preces ao Pai: em humildade de atos e com palavras próprias vindas de sua alma, diante da vasta natureza e sem simbolismo algum. Apenas, irmãos, elevando Seu pensamento e conversando, intimamente, com o Criador.

Os moldes aristocráticos e impositivos da ordem católica de hoje não se amoldam às atitudes exemplificadas por Jesus, mesmo que se diga que todo o culto é reverência à Sua memória. Se quisermos reverenciar esta alma de tão alta estirpe espiritual, procuremos elevar nossas vibrações, agindo com mais compreensão e humildade, aceitando a todos como irmãos, numa demonstração de que todos pertencemos a esta humanidade em proposta ainda de crescimento; dispensemos os "intermediários", a nos reforçarem o contato com o Pai ou com o Mestre, e sejamos nós, em nossa pequenez, os canais a buscarmos esta ligação que precisa ser direta: de filho imaturo e pequeno a Pai extremoso e justo. E que Deus nos ajude neste ajuste, a construirmos a igreja de Deus, dentro de nós mesmos: firme, sólida em fé, aberta à caridade do corpo e da alma.

Psicografado em 26 de setembro de 2003 e reeditado em 2012

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