A Força de um Companheirismo << voltar
autor: Emmanuel publicação: 07/10/2005
artigo: A Força de um Companheirismo

Almas e almas vêm a encanações a buscar ideais e objetivos, a lhes abastecerem o íntimo, a estrutura emocional que nos faz latejar, sofrer e ansiar por uma complementação.

Espíritos e Espíritos se posicionam nos diferentes caracteres da estruturação densa a se distender em sentimentos que precisam ser equilibrados e reverenciados, todos numa grande busca por um preenchimento maior, não é verdade?

Assim, alinhando propósitos e nesta busca a complementar laços sentimentais, as almas vêm a se identificar mais umas com as outras, todas, porém, ainda em grandes carências afeti-vas, numa constância de ânsias não preenchidas.

A constituição familiar nos mostra quadros formados em grandes necessidades de complementações íntimas, situações melindrosas que se conjugam em tentativa de proporcionar às almas condições de se alinharem em companheirismo e amizade.

Cada ser necessita de outro, de muitos, para seu próprio exercício íntimo. Não podemos viver sós, precisamos de complementações, execuções nítidas dentro das diferentes estruturas em que nos manifestamos, trabalhar valores e emoções e, somente na lida numa extensão mais dinâmica e profunda, como é a da família consanguínea ou por ligações fortes, é que estaremos reunidos num mesmo palco e nas mesmas "peças" vivenciais.

A constituição familiar é quadro a ser trabalhada dia a dia, a facilitar, na proximidade de corpos e emoções, este alinhamento básico numa convivência prensada na materialidade e na sensibilidade, a trabalhar o necessário companheirismo a se fazer chama acesa em direção à amizade e ao amor universal.

Companheirismo é licitação perseguida por todos, mesmo quando a chama do amor-paixão se dilui e as verdades e ligações se tangem a buscar uma vida conjunta idealizada e que irá permitir paz e estabilidade. Esta colocação íntima de caminhantes em propósitos e justas posições, diante das necessidades do viver, se torna lição certa a ser praticada, a possibilitar uma melhor visão do "lado a lado" na luta pela própria sobrevivência e continuidade das propostas anteriores, que chegaram na volúpia dos sentimentos, por exemplo de uma mocidade ultimista.

O companheirismo é o estágio do entendimento, da participação múltipla e do acasalamento entre almas que já se pacificaram, intimamente, e que se trazem num entendimento mais amplo, a rever situações e a se posicionar com nitidez, em busca de uma vida a dois a ser levada a finalidades antes pretendidas.

O amor, a paixão, os envolvimentos fortes irão, com o tempo, se firmar e, na justa posição e ânsia das almas, se buscarão, a utilizar propostas anteriores em afirmativas mais coerentes, depois de uma luta em que estiveram unidas, depois da ultrapassagem das dificuldades e da grande labuta íntima a abrandar sentimentos, numa visão conjunta do melhor a ser ansiado por ambos.

Busquemos o companheirismo no viver, esta permanência "lado a lado", "ombro a ombro", que traz a força e o amparo mútuo a uma continuidade, útil e necessária, àqueles que, no verdadeiro e ansiado propósito de paz e harmonia, se unem a cada vida.

Emmanuel

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