A Dignidade nas Palavras << voltar
autor: Emmanuel publicação: 11/06/2006
artigo: A Dignidade nas Palavras

Asseverando sempre que somos responsáveis por aquilo que produzimos ou expressamos, será de bom senso aprendermos a saber coordenar nossos pensamentos, atitudes e palavras, não é verdade?

Sim, o homem estará sempre diante das linhas inflexíveis e exatas das leis de causa e efeito, leis estas identificáveis na atmosfera e em tudo que nos cerca. Portanto, lícito será lembrar o quanto estamos expostos a nós mesmos e a tudo que produzimos: atos, pensamentos e palavras, assim vivenciando a própria execução desta lei universal.

Assumindo o que produzimos ou mesmo negligenciando atos e palavras, em algum momento do percurso cármico, nos defrontaremos com as reações que, por muitas vezes, se acumulam, explodindo em corpos frágeis ou em momentos de instabilidade e vulnerabilidade, não?

Deveras interessante observar o quanto parecemos infantes diante de suposições, do que fazemos, o que queremos ou o que nos favorece, não é verdade?

Porém, este desconhecimento das consequências futuras nos envolverá num torvelinho de contestações e lamúrias, demonstrando, claramente, que não fugiremos da lei universal estabelecida pela Constituição Divina e pelas próprias reações estabelecidas pela Física Universal.

Nossas palavras têm força, produzem energia, constroem ou destroem, estimulam ou vergastam, distendendo, exatamente, o que intentamos ao pronunciá-las. Lançam plenitudes de excelcitude, amor e verdade ou destroem, acumulando poluentes espirituais que se condensam em formas deletérias, ultrapassando corpos e matérias, trazendo sofrimentos e debilidades.

O uso do verbo, a conduta verbal é tão importante quanto a de nossos pensamentos e atitudes, pois será preciso cautela antes de pronunciarmos qualquer palavra, formando textos e conteúdos, a serem lançados a alguém ou diante do mundo que nos cerca, porque com as formas impensadas e, por muitas vezes, impulsionadas pelo "gênio" que nos calca, poderemos fugir a formas dignas e respeitosas, nas quais deveremos pautar-nos.

Assim, vigiemos as palavras, pensando antes de pronunciá-las. Precisando, exatamente, o que estaremos atingindo, ao proferi-las.

Será que nos preocupamos com isto, de minuto a minuto, ou falamos, aleatoriamente, não medindo o que distendemos e lançando fora as grandes oportunidades de construção, de respeito e crescimento?

Ponderemos, irmãos. Quantas palavras já distendemos, hoje, desde que nos levantamos?

Será que as usamos para acrescentar, para conduzir bons sentimentos ou as soltamos, desenfreadamente, sem tempo para pensar o que lançamos, dificultando a busca por nosso equilíbrio e pelo bem estar de nossos irmãos?

Vigiemos, daqui para diante, os sons que fluem de nossa garganta, que são, na realidade, sepulcros abertos à disposição das manifestações coordenadas por nossa vontade, estando ela em equilíbrio ou não, e saibamos sempre que seremos responsáveis por todas elas e suas vibrações.

Psicografado em 11 de agosto de 2006 e republicado 2012

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