A Mão que Ensina, a Palavra que Transforma << voltar
autor: não informado publicação: 24/03/2006
artigo: A Mão que Ensina, a Palavra que Transforma

Em todos os momentos de nossas vidas, sentimos que mãos carinhosas nos enaltecem o proceder, que mãos amigas e maternais nos afagam e nos confortam, quando nossas reações são fugidias e a reclusão nos atrai, trazendo-nos a um mundo íntimo, impermeável e indevassável.

Em muitos instantes de nossas vidas, sentimos que palavras nos tocam, verbalizando aspirações de amor e entendimento, como também, muitas vezes, nos fazendo recuar e enfocar uma realidade mais contundente que, por temores, faz com que nos fechemos e nos preservemos.

Assim, as mãos, que constroem e auxiliam, também poderão machucar ou manusear, interesseiramente, distorcendo os toques e nos trazendo sob mágoas. Assim, as palavras, que somam e transformam, também acusam ou trazem fortes imposições. Ambas as demonstrações estão, naturalmente, em proporção à cultura e ao adiantamento das almas que as executam.

Mas é bom lembrar que todas essas almas estão em constante aprendizado, como nós também, e cada exercício de toques e palavras nos colocará à prova, a testemunhos maiores de nossa fé, carinho e compreensão.

Todos estamos crescendo, aprendendo para melhor servir, e não será somente através de toques macios e palavras augustas que iremos galgar patamares mais elevados, e sim, "pelas mãos que nos ferem,' pelas palavras que nos sacodem, e atitudes e gestos que nos chamam a uma realidade".

Assim, nesses constantes adestramentos e pronunciamentos, é que construiremos o edifício espiritual com o concreto da realidade, com o cimento da fé num idealismo maior, com os tijolos do crescimento perceptivo, e com a luz do discernimento na frescura da tinta clara.

Em todos estes instantes, as almas são colocadas à prova pelo Pai, a testar suas intenções, sua fé e o propósito real da existência a que se vieram manipular. O importante será sairmos de cada exercício, mais lúcidos e conscientes, não lamentando os fatos, os atos ou as palavras, mas sim, o aprendizado que precisará ter trazido, a todos, percepção e compreensão maiores de si próprios, e de todas as almas envolvidas.

Que hoje as almas possam ter a nítida certeza de que se avaliam, se conhecem e adestram, mas que tudo seja dito, tudo fique entendido, tudo seja trazido à luz das verdades, demonstrando que falhamos, muitas vezes, em percepções e no próprio entendimento de uns com os outros por meras expressões verbais, porém, que a união se reforce em ideais conjuntos, as mãos se encontrem, possibilitando um caminhar junto, a compreensão se estenda além de nossos próprios limites, para que o perdão no entendimento das razões seja real e autêntico.

Abracemo-nos uns aos outros, como se na presença de Jesus estivéssemos, apenas entendendo que Deus nos coloca à prova e a exercício, para ver se, realmente, somos cristãos caridosos, e estamos dispostos a continuar uma obra em Seu nome.

Que a paz envolva a todos nós neste livre exercício a que nos propomos na reconstrução e dilatação do Evangelho do Cristo, lembrando que cada pregador, cada semeador precisa trabalhar e agir como se o próprio Mestre assim o estivesse fazendo.

Se esperamos pelo Cristo, em busca da nossa renovação, Ele também espera por nós, trabalhadores da última hora, portanto Ele precisa de nós, a realizar a tarefa consoladora nesta esfera de almas tão sofridas.

(Autor não informado)

Psicografada em 24 de março de 2006 e republicada em 2012

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