A Alegria de Viver << voltar
autor: não informado publicação: 05/12/1997
artigo: A Alegria de Viver
Fonte:  

Somos seres criados para a vida, para a plenitude.

Somos almas plenas de amor, de anseios, de concordância e somente esperamos os veículos melhores a se chegarem a nós para que possamos demonstrar tudo aquilo que nos orna o íntimo.

A nossa postura diante da vida é de acolhimento, mesmo diante dos infortúnios, dos desastres e dos ecológicos edemas de nossa estrutura física.

O nosso ideal de vida, realmente, não atinge o seu máximo, pois idealizamos muito além do que precisamos e do que conseguimos atingir. Este ideal é a nossa força de viver, é o estágio que trazemos de vidas pregressas, é o ritmo alcançado e que precisa ser acentuado.

Vivemos para o belo, pelo amor e pelas realizações.

Vivemos para recuperar e para repartir, sim, muitas vezes recuperar o tudo e repartir um pouco deste tudo, mas vivemos com liberdade de usufruir e de obter, embora as nossas obtenções sejam extravagantes e nos ofertem simulacros de inadimplências.

Vivemos para ir de encontro a aspirações próprias.

Vivemos para legitimar estas aspirações e transformar as nossas vidas em palcos repletos de luzes e de aplausos.

Vivemos, sim, muitas vezes para a platéia; sim, para a platéia íntima de nossas vaidades, e para a platéia de uma sociedade, de uma organização que disputa as melhores posturas e está disposta a delas usufruir e apreciar com o orgulho dos ínfimos e dos envolvidos nas artificialidades das falsas representações.

Vivemos para buscar o acúmulo, para pretendermos ter mais do que todos, para lutarmos e avançarmos diante do progresso que nos toca, nesta liderança infinda de lucros e aparências.

Vivemos na ilusão de oferendas íntimas e de postulados incoerentes com a vida atual, trazendo-nos sob dúvidas e dogmas, que nos exorcizam a todos os momentos.

Vivemos a aurir nossas forças a momentos de falsos faustos, de invejas a bens ambicionados e arrebanhados.

Vivemos na incógnita de nós mesmos, indiferentes aos tantos que nos olham, mas ambicionando a pompa, a ilustração perfeita a se fazer soar nas manchetes da vida.

Vivemos na inadimplência de sentimentos, mas tentando sustentar-nos em valores predeterminados pela sociedade imposta e dura.

Vivemos aparelhados, dia e noite, diante deste mundo que nos implanta as dores e necessidades, que nunca antes verificamos ou ambicionamos.

Vivemos, será que estamos vivendo mesmo?

Será que esta euforia de andar, planejar, obter e reter será uma forma de vida condizente com as propostas divinas lançadas a nosso favor?

Será que esta vida está sendo perfeita para todos?

Será que estamos diante de nossa própria proposta em autenticidade e firmeza?

Onde está, então, a alegria de nossas vidas? Onde estarão os momentos alegres, a se localizarem dentro de nós? Onde encontraremos a aleluia de viver, a alegria de nos vermos fazendo o que nos apraz e não aquilo que esperam de nós, em momentos medidos e reciclados?

Sim, meus irmãos, nós precisamos saber buscar os momentos alegres, fazer de nossa vida a ternura da alegria a tocar as criaturas que nos envolvem. Precisamos ver a vida mais simplesmente e acharmos nestes simples instantes as constantes notas a nos delinearem a vivência.

As cores, os sons, as luminosidades, que nos alcançam, é que nos darão o tom certo a nosso caminhar.

Ser feliz é buscar dentro de si valores natos e que contribuirão para um estado íntimo de aceitação e de visualização.

Ser feliz é saber obter nas coisas que nos tocam, nas almas que nos rodeiam, os sentimentos a serem liberados e manuseados.

Ser feliz é saber usufruir do que temos e ver nisto tudo uma parte real daquilo que irá complementar-nos.

Ser feliz é reger nossa vida com valores de fé, amor e de aceitação, sim, aceitação do que representamos para nós mesmos.

Ser feliz não é buscar teorias avançadas, prêmios ilusórios ou partituras fragmentadas nos esboços da vida ou das colunas sociais.

Ser feliz é mais do que acumular, é bem mais do que arrebanhar títulos, é muito mais do que ter uma composição nominal farta e ao mesmo tempo funesta.

Ser feliz é usufruir das dádivas da natureza e fazer-se parte dessa mesma natureza, utilizando-se da forte energia que ela nos lança.

Ser feliz é estado íntimo de simplicidade na aceitação de como viemos, como somos, sabendo sempre que para que a felicidade nos alcance, nós precisamos saber direcioná-la a nós.

Ser feliz é fazer o outro feliz, é doar e nada precisar em troca, é fazer-se útil e sentir-se pleno.

Ser feliz, meus irmãos, é saber-se devedor sim, mas caminhando para o ressarcimento de nossas dívidas, concluindo que a felicidade nos alcança quando nos damos a oportunidade de ela vir a nós.

Felicidade, amor e compreensão são condições íntimas a serem trabalhadas a todo tempo, porém saibamos ver a felicidade e não colocá-la a patamares inacessíveis a nós mesmos, pois nós nascemos para a plenitude de amar e de ser feliz.

(Autor não informado)

Busca Por Texto
Arquivo