A Atuacao de Cada Alma << voltar
autor: Emmanuel publicação: 04/07/2007
artigo: A Atuacao de Cada Alma

Muitos de nós estamos ainda percorrendo as turbulências íntimas e ambientais; cada um nesta luta diária que nos constrange, mas que nos dilata em muitas evidências dos percursos futuros que abraçaremos, buscando um fortalecimento e um posicionamento mais amplo em nossas vidas.

Precisamos nos unir, nos ver como um só bloco tentando se transformar e cantar a cantiga de fé, amor e caridade numa freqüência harmônica e perfeita.

Por que vivenciar dificuldades e tentar ultrapassar dramas íntimos quando tantas e tantas vezes nós não temos vontade sequer de abrir nossos olhos ou caminhar em direção a uma fonte viva de fé?

Para que, perguntariam vocês?

Para que, meus amigos a paz se faça em nosso interior, para que dramas íntimos se desfaçam e a nossa estrutura divina possa se aproximar da energia perfeita que nos acolhe a todos os instantes; para que esta solidão sentida seja apagada e o acolhimento às nossas almas seja uma constante em nossos dias.

Por isso, vale a pena nos distendermos, vale a pena irmos em frente, buscar os esclarecimentos, a fortificação na fé e no Evangelho. Tudo isto nos custarão lágrimas, sofrimentos, depauperações; nos desprenderemos das energias deletérias e abraçaremos pontos positivos que a nós se revelarão no percurso feito com tenacidade e amor.

Somos todos almas em busca de momentos de paz, de alegria e de confraternização uns com os outros.

Dentro do nosso lar os ideais a serem procurados são imensos. Seria o primeiro campo a ser trabalhado por nós, campo este muito difícil, pleno de ervas daninhas que nos abraçam e diante das quais temos dificuldades de nos situar e manifestar. São essas ervas daninhas que precisamos combater, pois se elas se agregam a nós é porque permitimos e porque se sentem atraídas por afinidades maiores.

Quem somos nós para reivindicarmos uma posição de superioridade ou abastança espiritual a nos distendermos como elementos elevados ou positivos em excesso dentro de nosso lar? Quem são as almas que caminham conosco? Não teremos nós as mesmas afinidades ou elos que ainda se revelam tão fortes e que nos trazem estas necessidades de atuações conjuntas? Não teremos nós as seqüelas provocadas por nossas ações, seqüelas essas que podem ter contaminado estes irmãos da consangüinidade?

Pensemos nisto, atrelemo-nos a uma realidade, não para nos entristecermos, mas para que possamos reivindicar melhores posicionamentos, entender cada alma a nosso lado, trazer-nos com mais paciência e tolerância visualizando em cada criatura uma alma necessitada de um apaziguamento íntimo; alma esta que tantas vezes nos pediu, em planos espirituais, para que as abraçássemos em suas necessidades e as protegêssemos contra elas mesmas.

Somos culpados ou inocentes?

Não importa, o que importa é a nossa atuação de hoje, não devemos buscar o passado, porque vamos nos machucar. Estamos ainda nesta esfera em tarefas redentoras e expiatórias, e naturalmente nos trazemos ainda sob vínculos não muito férteis.

Amigos, sabemos que as dificuldades se encontram a nossa volta, entre as paredes da nossa casa, sabemos que elas nos trarão em exercícios mais fortes, porém abrangentes. Usemos da nossa perseverança, busquemos nos códigos das leis divinas as condições básicas para enfrentar a nós mesmos e aqueles que nos rodeiam, porque de nós dependerão as reações destas almas consangüíneas.

Certamente que a modificação que tentamos desempenhar em cada alma que coordena conosco a vivência diária se torna difícil, mas será que não podemos começar por nós? Será que modificando a nossa atuação não iremos atingi-las? Perceberão elas estas modificações?

Sim, perceberão. Serão as primeiras a observar que estamos reagindo de forma mais humana e paciente com elas, e naturalmente irão modificar, também, suas manifestações em relação a nós.

Estaremos, então, produzindo os efeitos pedidos por nós e por elas quando em vida espiritual.

Não abusemos da consangüinidade para nos trazermos em exacerbadas ações e atos. Não, deixemos para dentro do nosso lar as maiores reverências, a consideração, o apoio, o entendimento. O nosso lar, meus amigos, é o mundo em miniatura, e se não soubermos nos exercitar dentro dele, o que será de nós numa vivência coletiva e universal?

Tanto na esfera física como na espiritual estas considerações nos são necessárias. Com isto é que conseguiremos nos trazer sob efeitos um pouco melhores, colaborando com o nosso crescimento e com o desejo de nosso Pai a nos conduzir à perfeição e luminosidade próprias.

Sabemos que é muito difícil o exercício na matéria densa, porque além de combatermos as sombras do passado que se reverenciam a nós através dos nossos pensamentos involuntários, ainda temos que coordenar as atuantes na matéria atual. Esta conjugação realmente é difícil, mas será que nós não seremos mais difíceis ainda e estaremos precisando de um burilamento mais adestrado e afinado para nos colocarmos sob uma atuação mais plena e radiante?

Pensemos nisto. Ponderemos sobre a nossa atuação dentro do nosso lar, vejamos se nos trazemos sob esta ótica de “irmãos em Espírito” desligando-nos um pouco da consangüinidade e projetando sob todas as almas um enfoque de necessidades cármicas a serem conduzidas no presente sob melhores atuações.

Ponderemos, meus amigos, a cada dia do nosso viver e peçamos a Deus que nos ajuste, trazendo a paz e a luminosidade à nossa mente.

Que Ele fique com todos.

Busca Por Texto
Arquivo