Onde Está O Criador? << voltar
autor: Emmanuel publicação: 06/08/2018
mensagem: Onde Está O Criador?

Que a luz do Pai nos envolva, ajudando-nos a este ajuste ao viver dentro das perspectivas que nós mesmos ansiamos!

"Onde está Deus?", arguição esta feita por alguns irmãos.

Sabemos onde Deus está. Está em todas as coisas. Criou todas as coisas, é pleno nas Naturezas. Sim, todos sabemos, mas não nos lembramos disso. Todos os dias nos esquecemos de que somos naturezas feitas, laboriosamente.

Uma condensação de energia que se dispõe a se doar e a se manifestar em cada uma das suas manipulações e manifestações. Nós não nos lembramos disto em nossos dias, apenas vivemos usufruindo de todos os benefícios que nos são doados. Esquecemos de agradecer até mesmo pelo compasso diário, não é assim? Ao colocarmos "Onde está Deus?", é para trazer, um pouco mais a tona, a lembrança de que somos Seus filhos, Sua criaturas.

Quem é Deus? Como o ser humano, ainda revestido das suas mazelas, preocupações, ultimando seus processos cármicos, delineando-se com outros tantos irmãos, como nós, ainda envolvidos por parcas captações, podemos atingir um Ser ou uma Fonte de Energia com tal capacidade criativa? Como?

Realmente, meus irmãos, isto se torna difícil porque ainda nós somos limitados e Deus e Suas criações são ilimitadas, não é verdade? Quando articulo este questionamento é apenas para que Ele venha, surja na lembrança de todos, para que nos recordemos que Ele nos alimenta, nos vivifica e, acima de tudo, nos serve o tempo todo. Sim, alimenta, seve, vivifica, dá-nos a oportunidade de crescer em muitos dos jardins universais, "parques de diversões" para muitos, pois se utilizam deles apenas a lhes propiciarem prazeres fúteis, inúteis, ilusórios e ambiciosos. Entretanto, estes campos ilusórios são estradas a nos ajudarem a crescer, a nos ensinarem o bem maior, a nos acolherem em nossas mazelas e pequenez, a nos ofertarem as escolhas a nossos caminhos.

Muitos perguntam: onde está Deus que não se lembra de mim, que não gosta de mim e de nada que eu faço? Por que não me sinto acolhido e por que tantas coisas em minha vida não têm dado certo?

Sabemos que Ele está em nós, Ele está em tudo. Ele é a luz que se irradia e que nos contamina.

Ele é a festa que existe dentro de nós, quando descobrimos a nós mesmos e o relacionamento que temos com o plano infinito.

Ele é a Luz quando as nossas assertivas de vida coincidem com as nossas aspirações.

Ele é o Pai, que achamos que nos imprime uma rígida educação, impondo um viver sofrido, quando não conseguimos perceber e entender que Ele nos trás com o propósito de aprendizado, dentro daquilo que promovemos e provocamos.

Ele é perdão, quando olhamos em direção ao Infinito e pedimos que nos perdoe as faltas e as delinquências, dando-nos as novas oportunidades de retorno aos planos densos.

Ele é um ancião bondoso, quando em noites de festas, de alegria ou de oração, O enfocamos pedindo a Sua luz, a Sua misericórdia e o Seu envolvimento conosco.

Ele é prazer, quando tudo é festa dentro de nós, quando tudo é alegria e tudo dá certo na nossa vida; mas Ele é, também, o Pai punitivo, quando os sofrimentos rasgam as nossas carnes, quando não conseguimos atingir aquilo que planejamos, quando vemos os outros felizes e abastados e nós sofrendo e a míngua. Nestes instantes, nós O culpamos, quando deveríamos perceber que, se estamos sofrendo e passando por momentos duros e difíceis é por termos falhado em algum tempo, em alguma vida. Não, o Criador nos serve, nos alimenta e nos ilumina, nos possibilita a vida, o viver dentro de nossas parcas ou já iluminadas vivenciações.

Reverenciemos a criatividade, a beleza e a perfeição de todas as naturezas criadas, entendendo as limitações que ainda nos tangem e a pequenez de nossas percepções numa visão que ainda é pequena, para que possamos perceber as dimensões elevadas das construções divinas.

Irmãos, será que conseguimos absorver, durante os nossos dias, as múltiplas criações do Pai? Conseguimos visualizar em nós mesmos as diversas funções, disfunções, coordenações, campos de manifestações de pensamento, de sensorialidade? Não, não conseguimos, porque não paramos para pensar nestes testemunhos divinos, na presença do Pai em nós, pois a nossa vida diária é corrida, é apressada, é vivenciada para um consumo excessivo.

É preciso, irmãos, que perguntemos: Onde está Deus em nossas vidas? Nós O colocamos em nossa trajetória diária? Será que lembramos que o alimento diário básico Ele nos dá, vem da seiva da terra, do ar, desse fluido universal que nos movimenta e nos abastece. Quando cada um de nós se percebe nestas alimentações, mais ligados a Ele, mais O absorvemos. Se presentes nas Suas criações, mais O percebemos; se ausentes, mais sofremos. Então, perguntemos a nós mesmos: Onde está Deus em nossas vidas? Ele faz parte do nosso viver, faz parte de nós?

Deus está sempre presente em cada um de nós, mas existem momentos mais sutis em que O buscamos e nos chegamos mais próximos a Ele, sentindo e percebendo mais, porque quem O chama somos nós em Espírito numa conjugação idêntica a Dele, em energia espiritual, permitindo que o sangue universal, que corre em todos nós, nos identifique como essências divinas.

Talvez, colocar esta chamativa numa rotina jornalística possa destoar do fluxo das notícias da sociedade e dos conteúdos que contêm as trepidantes ocorrências nacionais e da comunidade, onde as calamidades, os distúrbios, os fatos corriqueiros e alguns fortes e tristes são preponderantes, não ? Mas, amigos, exatamente por isso é que intentamos colocar mensagens mais suaves a diluírem uma leitura, a trazerem uma força, em algum momento, para que a vida de vocês não fique somente pautada nas impressões das dificuldades e das tristezas.

Amigos, suavizemos o viver e busquemos, dentro de nós o Pai, o Criador. A Terra nos supre, a materialidade é necessária ao nosso viver, mas o alimento espiritual é aquele que nos faz reviver a cada dia.

Que Deus possa sempre frequentar a mente e o coração de cada um de nós!


Emmanuel
Mensagem psicofonada em reunião pública doutrinária em 12 de setembro de 2005, Petrópolis, RJ.

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