No Princípio Era Deus, Mas Hoje... << voltar
autor: Augusto dos Anjos publicação: 31/08/2018
mensagem: No Princípio Era Deus, Mas Hoje...

No princípio, era Deus O chamado às nossas lamentações.

No princípio, o areal em sombras se fazia uma constante a envolver as naturezas únicas.

No início das vidas, os turbilhões das marés e as movimentações dos ventos e catástrofes da atmosfera se mantinham a manusear as sementes em todos os reinos.

No início, tudo eram trevas, quando a luz se iniciou a invadir cada recanto criado para todos nós, filhos e criações do Pai.

No início, não nos percebíamos e, sim, nos recolhíamos em cada constituição elementar.

No início das eras primeiras, tudo era grotesco, fantasioso e vinha em dimensões ainda não adequadas às construções mais harmônicas.

No início, as vozes espirituais transformavam com suas vibrações as estruturas, delimitando cada campo de atuação.

No início, as arestas eram pontiagudas, grotescas e sem limites de respeito.

No início, cada parte a se constituir era moldada nas simples e rudes terras e ambientes.

Depois deste início, tudo veio dilatar-se e se manusear por si mesmo. As naturezas começaram a se qualificar e se distender, a demonstrarem a verdadeira atuação do Modelador de Vidas.

Apaziguando as criações nos princípios máximos de respeito e amor, tudo foi acomodando-se e situando-se como Deus quis.

Através dos diversos moldes, através das múltiplas mutações e reformas em estruturas externas e íntimas, chegamos ao hoje, este hoje no qual as naturezas ainda buscam o seu próprio alinhamento.

Através das prisões dos tempos rudes, em nossas próprias dimensões, sentimos todos, almas fugidias, o quão importante todos os tempos iniciais nos ajudaram a compor, hoje, esta trepidante vida, com exigências conformadas pelo próprio progresso.

Através das intensas modelagens do início, através dos próprios atropelos de nossa mente e das angústias geradas pela ambição e covardia em encarar as verdades, vivenciando-as em benefícios próprios, todas estas fases dentro dos percursos foram recursos usados, a nos ajudarem a crescer neste aprendizado constante e necessário à perfeição pretendida pelo Criador.

O princípio, os tempos médios e atrozes das conformações das estruturas e as máximas desenvolvidas pelos tantos mensageiros, que frequentaram e ainda frequentam a esfera, continuam trazendo a ampliação das estruturas, englobadas nas tecnologias, nas manifestações do próprio ser e na simples dinâmica de vida ainda conturbada.

Entretanto, o princípio foi de grande importância, como, também, os tempos intermediários, em que as modelagens foram sofrendo o peso dos martelos e o calor do fogo purificador. O hoje, apreciado pelas grandes demonstrações da Ciência e da alta tecnologia, do progresso nos campos de energia e eletrodinâmica, como, também, da ilusória materialidade, vem consumindo o dia-a-dia dos mutantes Espíritos, ainda ungidos a esta esfera de intensas demonstrações de imaturidade e luxúrias.

Assim, crescendo, proporcionalmente, ao percurso perfeito e necessário, agradecemos ao eterno Criador e ainda ousamos pedir que continue a nos dar as possibilidades de vivas demonstrações de que, em tudo, Suas mãos nos tocam, por tudo Que intenta, nos burila e no pouco que nos concebemos por grandes almas, nossa visão consiga alastrar-se, nosso Espírito possa visualizar-se em necessárias oportunidades de engatinhar, andar e ir em Sua direção.   

Augusto dos Anjos

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