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autor: Emmanuel publicação: 11/04/2019
mensagem: Esperança

A cada manhã, as nossas esperanças se renovam, não é verdade?

A cada manhã, achamos que o nosso dia vai correr de uma forma diferente do usual, e que vários problemas se vão resolver, permitindo que sejamos mais felizes. Quem de nós não espera isso todos os dias?

A esperança precisa envolver-nos, mas a esperança com bases sólidas, com idealismos corretos, com verdades sintetizadas em nossas atitudes e em nossas palavras. Essa esperança de um prosseguimento, em todos os setores vivenciais, nos traz a vontade de viver.

Sabemos que é muito difícil ultrapassar etapas, fases de nossa existência, que nos calcam muito em sofrimento e dores, em nos distorcerem intimamente, exigindo de nós atitudes diversas, diferentes e, por vezes, pungentes. Essa pressão diária faz parte do nosso crescimento, somos pressionados para o despertar, para que nos preenchamos, intimamente, de uma forma mais equilibrada.

A vida nos traz alertas diários. Naturalmente, que estes alertas ferem nossos olhos e as passadas diárias. Mas serão eles as etapas para o nosso progresso, para o nosso despertar? A esperança de que precisamos, a cada manhã, realmente, precisa existir, mas a esperança, não como uma ideia vaga de coisas e obtenções materiais, físicas, que nos possibilitarão uma abastança e uma formosura idealizadas em percentuais elevadíssimos, que não correspondem às nossas necessidades espirituais. Não, isto não.

A esperança sim, a esperança dirigida e consciente. Precisamos saber aquilo que é necessário a nós, o que precisamos remodelar a cada dia, o que precisamos olhar e ver, não é só olhar, é ver, é penetrar, é sentir, é colher de cada envolvimento com as almas irmãs algo a mais que nos sensibilize e nos modifique integralmente, mas na conscientização de quem somos, do que estamos passando e do que precisaremos modificar em nós.

Diriam, talvez, vocês: mas essa esperança exigirá muito de nós, não é?

Com certeza, sim, exigirá de nós e não tanto dos outros. Mas o que esperamos? Esperamos a modificação das criaturas que a nosso lado vivem, esperamos que elas se moldem a nós, esperamos reações positivas e benéficas a nós? E nós, estaremos somente esperando o abastecimento? O que nos caberá em ação e pensamento? Naturalmente, as criaturas ao nosso redor se modificarão, se nós também nos modificarmos.

Mas como saber a forma de nos modificar?

É muito fácil, pois temos o Código Divino, temos as mensagens essenciais de Jesus, temos o Seu exemplo, e teremos a necessidade de exercitar cada mensagem, mas com integralidade e veracidade. Precisamos penetrar, não apenas decorar e discutir as palavras do Mestre ou as essências, simplesmente, e continuarmos a nos exceder em posturas e pensamentos. Modifiquemos sim, a nossa visão da vida; por isso, pedimos as dificuldades, as etapas conclusivas e que nos trazem sob pressão. Cada etapa existe e vem a nós para que despertemos de algum modo.

Busquemos este crescimento íntimo e acolhamos essas etapas com esperança e com sabedoria, tentando visualizar: por que isto me aconteceu?

Será que Deus não tem pena de mim?

Não digamos isto, digamos que Deus nos oferta as possibilidades e nós é que não temos pena de nós mesmos, porque nos maltratamos, porque nos tornamos exclusivistas, ultrapassando os nossos direitos e esquecendo dos nossos deveres.

Deus não nos maltrata, sofremos os efeitos daquilo que promovemos, em algum tempo e em algum lugar, e além do mais, sofremos os efeitos dos processos cármicos de cada alma que convive conosco.

Busquemos, irmãos, na esperança de cada manhã, o equilíbrio, a lucidez e a compreensão em nossos atos e nos relacionamentos com as naturezas que nos tocam e nos envolvem. Que a Luz Maior seja acolhida por nossa alma, a podermos discernir melhor nossos caminhos e nos unirmos ao grande equilíbrio universal que nos mantém.

Emmanuel, 2005

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