A Penitência em Nossa Vida I << voltar
autor: Emmanuel publicação: 26/08/2019
mensagem: A Penitência em Nossa Vida I

Amigos, nos deveríamos propor, a cada tempo, a nos penitenciarmos diante de nós mesmos e dos que frequentam o nosso viver constante, não é verdade?

Irmãos, nos deveríamos ater em observações esmeradas diante das falcatruas de nossos Espíritos, diante dos malefícios e das inverdades produzidas e dilatadas a cada momento do viver, porém nós, como almas ainda sem o poder total de percepção altruísta e dilatada, incorremos nos erros e nas abstrações que nos distorcem a visão e evitam que penetremos no âmago dos relacionamentos e das obtenções diárias.

Facultarmos a nós mesmos um burilamento diário será atravessarmos ermos campos íntimos em busca da fonte salutar a nos abastecer a sede de crescimento e evolução. Entretanto, nossa observação ainda pueril e distendida somente a pretensões imediatistas e provincianas, se ainda podemos nos referir às nossas limitações, nos faz falsear em observações e opiniões, trazendo-nos imagens incorretas no percurso vivencial.

Naturalmente, preconizamos percepção, sabedoria, elevação, conhecimento e firmeza íntimas, mas enfocando uma visão mais profunda e nos permitindo rever e abrir os véus que se adensam à nossa frente, iremos constatar o quanto ainda somos principiantes na lida vivencial e na pouca prática dos discursos sentimentais, humanos e sensoriais.

Tudo isto nos faz crer que não nos penitenciamos diante de nada, a não ser um confronto que dificilmente fugirá de nosso âmbito vivencial, que será o enredo cármico programado e que nos traz a reencarnações atuais.

Percebem o quanto nos refugiamos nas falhas e em nossa incursão errônea de uma visão declaradamente inócua de nós próprios e de outros irmãos?

Percebem do quanto precisamos reciclar-nos e nos dispor a ver realmente a vida presente, trazendo o ato da penitência como uma maneira de nos reformarmos?

Percebem agora o significado da penitência que vem sendo dilatada há tempos e que incorremos no erro de acharmos que o ato de nos eximirmos de erros e falhas só se conjugará se nos situarmos à frente de um confessionário e relatarmos as insipiências e incorreções de nossas almas a alguém que julgamos intermediário aberto?

Percebem que não adiantará em nada uma posição de reverenciamento e abertura íntima a alguém somente a depormos a outrem as intrusões negativas como se, com isto, tudo estivesse resolvido?

Percebem que o ato de penitência precisa ser diretamente relacionado com as estruturas que defasamos, que defloramos ou dissolvemos, e que somente indo diretamente ao ponto em chagas é que a nossa penitência será mais bem apreciada pelo nosso Pai?

Sim, precisamos perceber, estar alertas em como nos devemos penitenciar no tráfego constante de nosso viver, para que o remédio lançado no confessionário não se dilua ou não permaneça à distância dos enfermos e de nós próprios.

As chagas, abertas por proceder irreverente e desabastecido, permanecerão dentro de nós, até o instante em que nossa própria consciência puder ter a coragem de despertar, de tomar a iniciativa de retratamentos.

O ato da penitência nos exige muito mais desprendimento, muito mais ardor e correção do que apenas nos arquearmos ingloriamente a tentar livrarmo-nos da culpabilidade de ações, apenas isto meus irmãos. Dirão, talvez, que se torna difícil desfazermos malquerenças e posicionamentos íntimos por não termos certeza da recepção que sofreremos por parte de irmãos chagados, não é verdade?

Mas, se estamos mesmo convictos de que precisamos ressarcir-nos diante de alguém, não importa que não nos acolham com esmero, mas que a nossa intenção seja real e sincera, pois, mesmo que nos sintamos desprezados, haverá algum tempo em que a nossa atitude de pronta remissão será aceita e entendida, pois as almas amadurecem com o decorrer dos processos cármicos e irão ponderar e reter as ponderações, aprisionando situações sinceras e desprendidas.

Continuamos esta apreciação, irmãos, na próxima semana (A penitência em nossa vida II).

Emmanuel
Mensagem psicofonada por Angela Coutinho em 30 de março de 1999, em reunião pública doutrinária, Petrópolis, RJ.

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